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Visão Geral

  • Fundação: 15 de dezembro de 1938

  • Padroeiro(a):Nossa Senhora de Divina Pastora

  • Gentílio:divina-pastorense

  • Cep: 49650-000

  • População: 5100 (estimativa)

 

Bandeira

 

Hino

Hino do município de Divina Pastora

Letra por Roberto Becker
Melodia por Roberto Becker
 
Ás margens do formoso Rio Sergipe
Foi crescendo a Povoação bem promissora
No começo teve o nome de Ladeira
Hoje é município Divina Pastora
 
Dia 12 do mês lindo de março
A história conta e relata assim
Neste dia canta livre o município
Desmembrado do Torrão de Maruim
 
Suas terras dão tudo que plantar
Município de recanto bonito
Sou feliz por ter nascido nestas plagas
Abençoados com fé em São Benedito
 
Sua gente é de luta e trabalho
Seu passado é de porte glorioso
Aque nasceram grandes vultos e entre eles
Padre Dantas e Fausto Aguiar Cardoso
 

Localização

Localiza-se a uma latitude 10º41'19" sul e a uma longitude 37º08'54" oeste, estando a uma altitude de 78 metros na região Leste de Sergipe, a 39 quilômetros da cidade de Aracaju, na microrregião do Cotinguiba, a pequena cidade de Divina Pastora, Terra da Fé, do Petróleo, da Renda Irlandesa e da Chegança São Benedito, surge lá no alto, a 78 metros de altitude, entre morros e vales.

São 92 quilômetros quadrados onde moram cerca de 4,4 mil habitantes distribuídos na sede e em dois povoados, chamados Bomfim e Maniçoba, com chuvas que vão dos meses de março a agosto, e temperatura média anual de 25 °C.

O resultado de tanta abundância natural junta é a bela visão que se tem da entrada da cidade. O contorno das espinhas de inúmeros morros transforma a paisagem em um colírio para os olhos, trazendo tranquilidade para quem a aprecia.

E, por estar localizada bem no alto, é o lugar ideal para quem gosta de curtir o frio do inverno. Nos meses de junho e julho, o mais gostoso é se aquecer a noite com animadas conversas junto às pessoas queridas, na Praça da Igreja Matriz.Esse município fica distante da capital 34 km, tem um área geográfica de 90,328 km², localiza-se na microrregião do Cotinguiba e no território do Leste Sergipano. A hidrografia é formada pelas bacias do Rio Sergipe e do Rio Japaratuba. Constituem a drenagem principal os rios Sergipe, Maniçoba, Ganhamoroba e Siriri, ou seja, há água em abundância. Seu relevo apresenta características de unidades geomorfológicas de planícies litorâneas e fluviais, superfície dos rios Cotinguiba, Sergipe e pediplano sertanejo. Estas contêm relevo dissecado em colinas e cristas e interflúvios tabulares. Os solos são podzólico vermelho-amarelo (ricos em ferro e lima que ser formam sob umidade, condições frias e ácidas, especialmente em áreas ricas em quartzo), vertisol (predispondo o cultivo de produtos como algodão, trigo, sorgo sacarina e arroz), hidromórficos, entre outros, o que caracteriza o solo como fértil. Na maior parte do território predominam arenito, siltitos, folhelhos, calcário e dolomitos da formação de Riachuelo e areias finas e grossas com níveis argilosos.

A vegetação está caracterizada por capoeira, caatinga e vestígios de mata atlântica. Em seus limites estão os municípios: Santa Rosa de Lima, Riachuelo, Laranjeiras, Maruim, Rosário do Catete, Siriri e Nossa Senhora das Dores.

A principal via de acesso ao município é a Rodovia SE 160, que interliga o município de Riachuelo a Divina Pastora. O transporte coletivo de passageiros é feito pela Cooperativa de Transporte Alternativo de Passageiros do Estado de Sergipe (COOPERTALSE), tendo como ponto de partida o Terminal Rodoviário Governador Luiz Garcia (Rodoviária Velha), no Centro da capital Sergipana.

O Censo Demográfico de 2010, registrou uma população de 4.326 pessoas, distribuídos na sede do município e nos Povoados Bonfim e Maniçoba. Estima-se que, em 1º de julho de 2017, a população municipal alcançou o total de 5.058 habitantes

 

Economia

A economia de Divina Pastora está centrada na agricultura, com destaque no cultivo da cana-de-açúcar, mandioca e manga. A criação esta centrada nos rebanhos bovinos, equinos , suínos e nos galináceos. O comércio local não tem muita expressividade, há algumas mercearias, bares e pequenos restaurantes. Afora este comércio, a feira acontece todos os sábados.

A exploração do petróleo se constitui num elemento significativo para a economia divina-pastorense, atividade que confere ao município a 34ª posição no ranking do Produto Interno Bruto estadual (dados relativos ao ano de 2015). Divina Pastora possui 258 poços de petróleo em atividade e dois restaurantes 24 horas da Petrobras para atendimento de suas equipes, sendo que um está na cidade e outro no povoado Maniçoba.

Divina Pastora é considerada a quarta maior produtora de petróleo do Estado, cujo óleo é de boa qualidade. Além disso, o município desperta o interesse de várias empresas de fabricação de combustíveis, principalmente às ligadas ao desenvolvimento sustentável. Representantes de diversos órgãos públicos e privados têm visitado a cidade no intuito de discutirem incentivos à economia. Exemplo recente é a implantação de uma usina de bicombustíveis, produzido a partir da extração da garapa de uma planta chamada Sorgo Sacarina, similar à cana-de-açúcar.

Convém ressaltar o artesanato de Divina Pastora, que ganhou o mundo e ficou famoso, principalmente a Renda Irlandesa. Originária de Milão (Itália), não se sabem as razões desse nome. Além desta, a cidade conta com artesãs que desenvolvem o ponto cruz e o redendê.

As fontes de receitas do município estão pautadas em FPM, ICMS, Royalties, ITR, IPVA, ISS, IRF, IPI - Exportação, FUNDEB, dentre outros.

 

Clima

O clima em Divina Pastora é tropical. Em Divina Pastora existe muito mais pluviosidade no inverno do que no verão. De acordo com a Köppen e Geiger a classificação do clima é As. A temperatura média anual em Divina Pastora é 24.7 °C. Tem uma pluviosidade média anual de 1370 mm.

 

Cultura


Igreja Matriz Nossa Senhora Divina Pastora

A herança cultural deixada pelos missionários encontra-se hoje representada na Igreja Matriz de Divina Pastora à “pintura ilusionista” – obra realizada por José Theóphilo de Jesus, que eterniza nos corações dos fiéis.

O singelo motivo pastoril representa a Santíssima em sua forma mais original que se tem no Brasil, numa belíssima composição ornada de cenas bíblicas do Velho Testamento e de elementos decorativos arquitetônicos utilizados na pintura do período colonial.

A magnífica pintura, realizada no teto da nave da igreja, é considerada pelos estudiosos a obra-prima de Theóphilo, a qual nos transmite a humildade paradisíaca do tema bucólico.

A Basílica é uma construção do século XVIII. O seu frontispício assinala o inconfundível estilo jesuítico no Nordeste. No seu interior predomina o barroco na sua Segunda fase e no forro da nave central está a maior pintura painelística de Sergipe, atribuída ao pintor baiano José Teófilo de Jesus.

A originalidade dessa Igreja consiste em possuir, ao longo da nave, um corredor aberto com cinco arcadas. Esta disposição é atribuída ao fato de ter sido Basílica Votiva de Peregrinação.

 


Peregrinação à Divina Pastora

A peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora Divina Pastora é mais expressiva manifestação de fé no Estado de Sergipe. Esse evento foi criado em agosto de 1958, pelo então Padre Luciano José Cabral Duarte, que após retornar do doutorado em Filosofia na Sorbonne, tentou criar uma peregrinação dos universitários. A influência dessa manifestação era a peregrinação dos estudantes franceses à Catedral de Chartres, criada em 1914 por Charles Peguy. A primeira peregrinação à Divina Pastora reuniu cerca de 50 estudantes universitários das faculdades sergipanas. Esses jovens eram integrantes da Juventude Universitária Católica (JUC) e o Padre Luciano Duarte era o capelão.[7]

Considerada a cidade com maior número de peregrinações em Sergipe, Divina Pastora ganha o apelido de "Terra da Fé" recebendo todos os anos milhares de fiéis, romeiros e pagadores de promessas dos mais diferentes lugares do Brasil.

 
 
Chegança São Benedito

A Chegança São Benedito de Divina Pastora, assim denominada, é uma das mais antigas do Estado de Sergipe, foi resgatada em 8 de janeiro de 2001.

Os personagens, quase todos, homens, utilizam como vestimentas uniformes da marinha, segundo o escalão militar, entre eles temos: Capitão-Piloto, Capitão-Tenente, Almirante, General entre outros; fazem parte, também, os seguintes personagens: Padre, Médico, Pandeiristas, Rainha, Princesas e outros.

Atualmente possui 37 componentes e é dividida em atos ou partes: do Guarda-Marinho; do remo com a ração dos marujos; da rezinga grande; da louvação na Igreja; das famosas marchas de rua; da mourama ou combate.

Essa manifestação cultural retrata as grandes façanhas marítimas dos portugueses durante o Império de Portugal; não se sabe ao certo como surgiu, porém, sabe-se que é a dramatização das lutas trágicas das conquistas do mar vivido pelos portugueses. É evidenciada a fusão de várias tradições ibéricas, como a comemoração à vitória dos cristãos sobre os mouros invasores de Portugal e também a comemoração da vitória do Catolicismo Romano sobre o Maometismo.

 
Renda Irlandesa

A história da renda irlandesa começa muito antes do que imaginam as rendeiras que difundiram essa técnica na cidade, seus primeiros registros datam do século XV. Quando o bordado estava se tornando repetitivo, houve inovação por parte das artesãs medievais, que começaram a alterar a forma de fazê-los, levando à descoberta da renda de agulha. Foi na Itália que surgiu, além de outras rendas, a irlandesa, que apesar de ser assim chamada foi repassada pelas missionárias da Itália às missionárias da Irlanda, que posteriormente chegaram ao Brasil e difundiram a técnica em Divina Pastora.

A renda irlandesa é um tipo de renda de agulha, dentre as muitas existentes no Brasil. Combina uma multiplicidade de pontos executados com fios de linha tendo como suporte o lacê, produto industrializado que se apresenta sob várias formas, sendo o fitilho e o cordão os mais conhecidos na atualidade.

O modo fazer a renda irlandesa, tendo como referência as peças produzidas pelas artesãs do município de Divina Pastora/ SE, foi incluído no Livro de Registro dos Saberes Nacional e reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Em Sergipe, a opção das mulheres no município de Divina Pastora por trabalharem com o lacê do tipo cordão sedoso achatado, mesmo empregando uma técnica que é muito difundida no Nordeste, resultou na confecção de uma renda singular, de grande beleza, ressaltada pelo relevo e brilho do lacê. Isto confere ao produto do seu trabalho um diferencial em relação às rendas produzidas em vários estados da Região.

A renda irlandesa produzida pelas mulheres de Divina Pastora, bem como em outros municípios de Sergipe, é classificada como do tipo “renda de agulha”. No processo de registro estão listadas duas dezenas de pontos apresentados em mostruário, os quais são nomeados com base na analogia a animais e vegetais que integram o universo das rendeiras, como por exemplo, pé-de-galinha, espinha-de-peixe, aranha, casinha-de-abelha e abacaxi.

Desse modo, a renda irlandesa de Divina Pastora, devido ao tipo de matéria prima empregada, apresenta características próprias, gerando um produto em que textura, brilho, relevo, sinuosidades dos desenhos se combinam de modo especial, resultando numa renda original e sofisticada.

A Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa de Divina Pastora (ASDEREN) foi fundada em 2000 com o apoio do Programa Artesanato Solidário e reúne atualmente 87 integrantes. Os pesquisadores, com a colaboração da associação, catalogaram 122 rendeiras entre associadas e não-associadas em Divina Pastora e em outras sete localidades.|

A Renda Irlandesa produzida em Divina Pastora conferiu o Título de Patrimônio Cultural do Brasil no dia 27 de novembro de 2008.

 

Turismo

A peregrinação mais conhecida é realizada hoje no 3º domingo de outubro, em devoção à padroeira local que dá nome ao município, percorrendo os nove quilômetros que separa Divina Pastora a Riachuelo.

A Peregrinação à Divina Pastora foi criada em setembro de 1958,[8] quando o então, Padre Luciano Cabral Duarte, com um grupo de jovens universitários resolveu homenagear a Virgem Pastora com uma caminhada saindo da cidade de Riachuelo. Ao longo dos anos os adeptos foram aumentando e hoje atrai milhares de fiéis pagadores de promessas. Católicos saem em caravana de vários municípios do Estado e até de diversos pontos do país.

Aproximadamente 100 mil pessoas visitam a cidade no terceiro domingo de outubro de cada ano. Com a criação da peregrinação Nossa Senhora Divina Pastora passou a ser não só a padroeira da cidade, mas de todos os sergipanos.

Sobre a peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora Divina Pastora tem um livro que explica a origem da devoção na Espanha e as transformações que ocorreram na cidade nas primeiras edições.

 

Referências

 
  1.  TRE/SE - Eleitos por município. Página visitada em 19/01/2019.
  2.  Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 19/01/2019.
  3.  IBGE. Área territorial  oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 19/01/2019.
  4.  (PDF) ftp://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_Projecoes_Populacao/Estimativas_2014/estimativa_2014_municipios.pdf 
  5.  Ranking do IDH-M dos municípios do BrasilAtlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 19/01/2019.
  6.  Produto Interno Bruto dos Municípios. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19/01/2019.
  7. SANTOS, Magno Francisco de Jesus (2015). A peregrinação à Divina Pastora. Aracaju: EDISE. p. 38
  8. SANTOS, Magno Francisco de Jesus. Novos caminhos da fé : a peregrinação da JUC à Divina Pastora em 1958Diversidade religiosa. Consultado em 20 de janeiro de 2015

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Data da última atualização no site: 24/05/2019 17:26

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